Estudos iniciáticos sobre um enigma milenar…
O vocábulo pirâmide, etimologicamente, provém do idioma grego, tendo o significado de “medida do fogo”, ou “medida da luz”; é possível, também, que a origem da palavra remeta ao antigo termo “urrim middem” do idioma hebreu-caldaico, cuja tradução é“luzes medidas”.
Na antiga linguagem egípcia, pirâmide era designada pelo termo “pymar”, que possuía esse mesmo significado.
É curioso notar que no idioma da antiga civilização maia (que se desenvolveu no México e na América Central), o termo referido a pirâmide era “Piru Amanco”, que significa “revelador da luz”, em acepção próxima, portanto, à de “medida de luz”.
As mais famosas estruturas piramidais do mundo são as do Egito, como as Pirâmides Queóps, Quéfren e Miquerinos, em Gizé, reminiscências da antiga civilização egípcia; as mexicanas, do Sol e da Lua, em Teotihuacan e a pirâmide de Kukulkan, em Chichen Itzá; e também a pirâmide de Tikal, na Guatemala, sendo estas quatro últimas antigos monumentos das civilizações asteca e maia.
No entanto, ao redor do mundo existem outras milhares de antigas pirâmides como as estruturas piramidais recentemente descobertas na Bósnia-Herzegovina, na Europa.
No extremo leste asiático, destacam-se as enigmáticas pirâmides chinesas, além das supostas estruturas piramidais descobertas nas ruínas do que parece ter sido uma avançada cidade antiga, submersa nas proximidades da costa da Ilha de Yonagumi, no Japão.
Embora sejam objetos de estudos científicos, históricos e arqueológicos, e a despeito das discussões e polêmicas científicas geradas acerca de suas origens, as razões e finalidades de suas construções, as pirâmides guardam mais enigmas e mistérios do que oferecem evidências.
No presente post, investigaremos alguns aspectos relacionados ao simbolismo das pirâmides, procurando elucidar, na medida do possível, o lado mais oculto dessas estruturas, seus significados simbólicos, e os propósitos de suas construções.
Pirâmides são estruturas geométricas sólidas compostas por triângulos de quatro faces laterais unidos por um vértice comum e base quadrangular.
Como símbolo caro à sabedoria iniciática, a pirâmide representa o elo entre o Espírito, a Causa, a Tríade Superior (∆), expressa nos 5º, 6º e 7º Princípios, Manas Superior, Budhi e Atmã; e a Matéria, o Efeito, o Quaternário Inferior (□), expressos nos 1º, 2º, 3º e 4º Estados de Consciências, Físico, Vital, Astral e Mental Concreto.
As 4 faces triangulares e a base quadrangular remetem, portanto, aos 4 Estados de Consciência manifestados e ao atual 4º Sistema, Cadeia e Globo Terra, o qual sintetiza, aliás, os 3 Sistemas anteriores, Saturno, Sol e Lua, já que a Evolução é acumulativa.
Representam também as outras relações quaternárias, como os 4 Pontos Cardeais Norte, Sul, Leste e Oeste, relacionados, respectivamente, às Consciências Mental Concreta, Astral, Vital e Física, aos 4 Elementos Ar, Fogo, Água e Terra e aos 4 Reinos da Natureza, Mineral, Vegetal, Animal e Humano.
Os 4 elementos da matéria têm como causas as energias cósmicas Vayu (Ar), Tejas (Fogo),Apas (Água) e Prithivi (Terra), ora postos do mais sutil ao mais denso.
O 5º elemento, éter, imperceptível à visão física por já ser de natureza espiritual, portanto sutil, é atrelado à energia cósmica“Akasha”.
O tatwa “Akasha” representa o 2º Trono, sintetizando os 3 Princípios ou Estados de Consciências relativos ao Espírito (Trindade Espiritual), e dele se originando, no plano das formas, ou seja, no 3º Trono, os tatwas Vayu, Tejas, Apas e Prithivi, manifestados nos elementos correspondentes Ar, Fogo, Água e Terra
Na pirâmide, o “Akasha” é representado pelo vértice, para onde convergem as 4 faces triangulares a partir das respectivas bases, as quis simbolizam exatamente o quaternário manifestado e os 4 tatwas, elementos e pontos cardeais correspondentes, que sãoVayu-Ar-Norte; Tejas-Fogo-Sul, Apas-Água-Leste e Prithivi-Terra-Oeste.
O vértice da pirâmide, como elo entre o Mundo Material e o Mundo Espiritual “Akasha”, não deixa de ser o próprio “Anthakarana”, a ponte entre o Quaternário Inferior e a Tríade Superior, isto é, entre Corpo/Alma e Espírito.
As pirâmides, portanto, como elo entre o Espiritual e o Material, o Mundo Superior e o Mundo Inferior, têm um simbolismo e um significado muito mais profundo e abrangente do que comumente se costuma atribuir-lhes, alquímico, de transformação da Pedra Bruta (□) na Filosofal (∆), ou da fusão do Corpo e da Alma (□) no Espírito (∆).
Na Pirâmide Egípcia de Queóps, por exemplo, as Câmaras Reais e a Câmara Subterrânea não por acaso são alinhadas com o vértice, a denotar que nem Queóps, nem as outras pirâmides, como Quéfren e Miquerinos tenham sido construídas apenas para servirem de túmulos aos faraós, mas sim que tiveram um propósito maior, “taumatúrgico”, de conexão ao Espírito, logo de “religação“.
As Pirâmides Egípcias foram erigidas, na realidade, como verdadeiros Templos, onde funcionavam Escolas Iniciáticas e Fraternidades Ocultas ligadas diretamente à Agharta, ao G.O.M. (Governo Oculto do Mundo).
Como construções diretamente relacionadas aos Mistérios da Terra e dos Céus, existe relação de causalidade entre as construções das Pirâmides, a Constelação do Cruzeiro do Sul e a Ciência dos Tatwas, temas que, dada a profundidade que encerram e o interesse que despertam, serão melhor examinados no próximo post.
A antiga civilização egípcia e as antigas civilizações asteca e maia, de acordo com a Sabedoria Iniciática das Idades, são descendentes diretas dos atlantes, especificamente dos toltecas, que representavam a 3ª Subraça da 4ª Raça-Mãe Atlante, tendo, portanto, origem em comum.
Deste modo, as construções das Pirâmides Egípcias, Astecas e Maias, dentre outros grandes monumentos antigos, foram possibilitadas pelos conhecimentos tecnológicos dos quais os antigos atlantes eram senhores, como, por exemplo, de técnicas de antigravitação e de geopolímeros.
As antigas grandes estruturas piramidais, aliás, são bem mais antigas do que se supõe (as construções das Pirâmides Egípcias de Gizé, por exemplo, datam de mais de 30.000 anos, de acordo com a Sabedoria Iniciática das Idades).
Suas construções foram supervisionadas por sábios iniciados que, detentores de conhecimentos tecnológicos das antigas civilizações atlantes, bem como legatários da“Magna Ciência” da Tradição Primordial, orientaram-nas de acordo com a Ciência dosTatwas e dos Mistérios Estelares, não apenas os da Constelação do Cruzeiro do Sul como também os das Constelações de Órion e Cão Maior e obedecendo alinhamentos astrológicos adequados.
As Pirâmides de Gizé foram estruturadas, ainda, em observância às medidas canônicas da Geometria Sagrada, mesma base de conhecimento oculto que orientaria futuramente, na Idade Média, as construções das Catedrais Europeias pelos iniciados Templários.
Os conhecimentos da Tradição Primordial permaneceram resguardados pelos remanescentes Atlantes (como os Egípcios, Astecas e Maias), mesmo após as grandes catástrofes que acabaram pondo fim ao estágio evolucional da 4ª Raça-Mãe Atlante.
O último grande cataclismo Atlante foi o afundamento, sob o Oceano Atlântico, da Ilha de Poseidônis, em 9.564 A.C., episódio narrado pelo filósofo grego Platão, nos Diálogos “Timeu” e “Crítias”.
Com o decorrer dos milênios, os conhecimentos da “Magna Ciência” foram se perdendo mesmo entre os descendentes diretos dos atlantes, na medida em que se tornavam cada vez mais herméticos e interditados ao mundo profano, por razões que teremos oportunidades de abordar no futuro.
As origens e as finalidades das construções das antigas Pirâmides, portanto, representam verdadeiras chaves dos Mistérios Maiores, assim como outros símbolos de grande significado Arcano, ainda envoltos sob os véus de Ísis, da Grande Maia (ou Ilusão).

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